sexta-feira, 30 de maio de 2008

0,0 g/l

Em Portugal, aqui há uns anos atrás mudou-se o limite da alcoolemia para 0,2 g/l.
Depois, caiu o carmo e a trindade e lá voltou para os 0,5 anteriores.
Resultado, todos os dias aparecem casos de acidentes causados por condutores alcoolizados ou que simplesmente sopraram no balão e acusaram 7 ou 8 vezes mais do que a lei permite.

Agora estou na Roménia e o limite é, como assim dizer, redondo: 0,0 g/l.

Dá que pensar, não é?
Primeiras ideias:
- é estúpido
- não se consegue cumprir
- deveria haver uma margem por muito pequena que fosse, quem sabe 0,2 g/l.
Mas depois percebe-se que a lei é mesmo para cumprir e a fiscalização aperta à séria.

Soprei ainda não passaram 5 min, felizmente deu 0,0 g/l. Serviu de atenuante porque não levava nenhum documento de identificação e o carro alugado nem documentos tinha. Safei-me!

Em Portugal estaria a pagar 60€ por não levar carta de condução, se calhar mais outro tanto por não ter BI e mais outro por não ter documentos do carro, iam-me foder a cabeça por ser irresponsável, provavelmente confiscariam o carro e tinha brincadeira para o resto da noite!

Aqui, fizeram-me soprar no balão e mesmo depois de perceberem que era um ser incógnito com um carro sabe-se lá de quem, mas responsável por não ter bebido... pelo menos esta noite.

Está decidido: Sempre que beber vou de táxi.
A Roménia conseguiu em 3 dias o que Portugal não conseguiu em 3 decadas.

Dá que pensar, não é?

terça-feira, 27 de maio de 2008

Agora a sério

Legenda da foto do post anterior:
Chegada, cansaço e boa disposição (lá bem no fundo).

Foi dado seguimento ao antepenúltimo post.

Por onde andas

Sim! Por onde andas? Já viste o teu estado? Olha esse desalinho!
Tens 31, vais fazer 32. Percebes que já tens idade para ter juizo?
Vá! Vai lá para a tua nova vida e endireita-te! Pode ser que te safes!

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Vida Nova

Das poucas vezes que tenho vindo aqui deixar umas palavras é para falar da vida.
Da minha, que da dos outros quero lá saber... eles que se safem.
Mudança de vida o tema em questão:
É surpreendente como as pessoas se acomodam à vida que têm, mas ainda mais surpreendente é eu ter-me acomodado à vida que tinha, mesmo não estando satisfeito com a situação.
Eu que não me via como uma pessoa acomodada. O que é que aconteceu?
O que leva as pessoas a perder a chama da irreverência e da aventura, fechando-se num mundo restrito que os leva à quase pura e simples existência.
Esta sociedade que temos leva-nos a desejar tanto sem estarmos preparados, que ficamos reféns disso mesmo... dos planos, dos compromissos, do trabalho, das amizades, do sucesso, do dinheiro, do que esperam de nós, do que esperamos de nós.
Insisto no surpreendente, porque fiquei atónito ao perceber que nada disso vale a perda da liberdade individual.
Curioso, não? Talvez até infantil.
Felizmente vivemos numa sociedade e num país com liberdade, por isso resta chegar à conclusão que quem tira a nossa liberdade individual é uma única pessoa... nós próprios.
Infantil em só ter percebido isso agora... mas tinha de ser assim.

terça-feira, 23 de outubro de 2007

... continua

Muda, troca, vai, vem, fica... foi
Os dias passam, as coisas mudam, mas parece que fica tudo na mesma
Planos, novos planos, planos furados, planos que acontecem
Mudanças acontecem
O tempo, o tempo passa e há coisas que não mudam
Há coisas que não devem mudar, mas podem
Ainda bem que há coisas que ficam inalteradas, mas não inertes

Ainda bem que não somos máquinas... elas é que não mudam, apenas avariam e são reparadas

sábado, 1 de setembro de 2007

A vida como ela é...

Prestes a ser desintegrada e enviada pelos ares... onde será que vai parar?

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

Coisas pequenas

Curioso como são as coisas pequenas que me tocam e me movem

Não sei porquê, as coisas grandes recebo-as como se tivessem mesmo que acontecer
não são uma benção... são uma evidência... por vezes gratuita

Por outro lado, as coisas pequenas
as que nos acontecem,
as que nos são mostradas
ou que não o são,
mas mesmo assim as descortinamos
são essas que dão verdadeiro sentido à vida

As que mais gosto, são as que estiveram sempre lá, mas foi preciso tempo para as descobrir
foi preciso esforço